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Sucesso, primeira nave particular atinge espaço

A SpaceShipOne atravessou com sucesso a atmosfera terrestre e se tornou, na manhã desta segunda-feira, a primeira nave não-governamental a subir 100 km acima da superfície --altitude considerada como fronteira entre a Terra e o espaço.

A nave de US$ 20 milhões, projetada pelo engenheiro Burt Rutan e financiada por Paul Allen, co-fundador da Microsoft, foi levada ao ar pelo avião White Knight até uma altitude de 16 km, de onde se soltou e deu ignição ao motor de seu foguete numa ascensão que durou 80 segundos.

SpaceShipOne pousa no deserto californiano de Mojave; o piloto Mike Melvill ganhou o título de astronauta
Terminado o combustível do foguete, a nave gastou mais três minutos e meio até atingir a altitude necessária para que o piloto Mike Melvill, 62, pudesse contemplar a imensidão negra do espaço e a linha azul da atmosfera terrestre.

Uma hora e meia depois de decolar, a SpaceShipOne pousou em segurança como um planador no deserto californiano de Mojave, provando a viabilidade dos vôos espaciais comerciais e abrindo uma porta para um novo tipo de turismo.

Allen e os construtores da nave esperam repetir o vôo mais duas vezes com intervalos de 15 dias e com três pessoas a bordo --uma exigência da Fundação Ansari X Prize, que ofereceu US$ 10 milhões para quem alcançasse a façanha pela primeira vez.



 Escrito por Pamplona às 16h31
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Decola nave da primeira missão privada ao espaço

Mojave (EUA), 21 jun (EFE).- O avião White Knight decolou hoje, segunda-feira, do aeroporto de Mojave, na Califórnia, para levar a cerca de 15.250 metros de altura a nave SpaceShipOne, na primeira missão espacial de uma empresa privada.

A manhã ensolarada e os ventos suaves na região tornaram excelentes as condições meteorológicas para o início da missão.

O piloto Mike Melville, de 62 anos, está na pequena cabine da nave, que, impulsionada por seu foguete, subirá mais 100 quilômetros e ficará três minutos no espaçoantes de iniciar o retorno como um planador.

O avião levantou vôo da pista do aeroporto de Mojave, no sul da Califórnia, às 10.47 de Brasília. Segundo o programa de vôo, uma hora mais tarde a SpaceShipOne se soltará.

Na ocasião, Melville ligará o foguete propulsor da SpaceShipOne, que queima uma mistura de caucho e óxido nitroso e que funcionará por cerca de 80 segundos.

A SpaceShipOne permanecerá aproximadamente três minutos no espaço. Depois, reingressará na atmosfera e descerá como um planador até o aeroporto de Mojave num vôo de 25 minutos.

Milhares de interessados na exploração espacial, representantes de indústrias interessadas nesta aventura e jornalistas se reuniram na pequena localidade de Mojave, onde os poucos hotéis estão ocupados até o seu limite.

Se a missão for bem sucedida, Melville ganhará o título de primeiro astronauta civil que vai ao espaço em uma missão que não tem financiamento do governo.



 Escrito por Pamplona às 13h40
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Embarque para a nostalgia

Atenção, senhores passageiros: partida imediata do Douglas DC-3, saindo do Aeroclube do Rio Grande do Sul com destino aos anos 40

Por Marcelo Câmara
Fotos de Marcelo Curia

Antes de tudo, é bom esclarecer. O avião da foto acima não tem telas individuais - nem coletivas. Faltam até divisórias entre as poltronas. Para
complicar, caminhar na aeronave estacionada exige um equilíbrio adicional: o corredor é inclinado como uma rampa. Apesar dessas carências - ou
justamente devido a delas - o programa de sobrevoar Porto Alegre a bordo de um Douglas DC-3 decolou. Atrai cada vez mais interessados.
O Douglas DC-3 é um clássico da aviação. Assim como Casablanca tornou-se um clássico do cinema. Aliás, adivinhe o modelo da aeronave que aparece na seqüência final do filme. Tendo começado a operar em 1935, o DC-3 viveu mais de três décadas de glória. Mas, nos anos 70, já era visto como velharia. A Varig utilizou-o pela última vez em fevereiro de 1973. Depois disso, o rodado DC-3 passou a ser usado por pequenas companhias regionais até 1985, quando ganhou a aposentadoria no Brasil.
A rigor, voar nessa relíquia seria saboroso apenas para aficionados de aviação. Mas os quatro comandantes que criaram a receita gaúcha - Paulo Colvara, Sérgio Machado, Eduardo Letti e Eduardo Bernardo Neto - capricharam nos temperos. A aeronave, que está à disposição do público para vôos nos fins de semana - decolando de Belém Novo, nos arredores de Porto Alegre -, foi restaurada com a decoração dos anos 40. Mas os detalhes não ficaram nisso.

Glenn Miller
Até mesmo as aeromoças se vestem nos moldes daquela década em que ainda admitiam ser chamadas de aeromoças. O cuidado de cenografia chegou às minúcias, incluindo as revistas colocadas à disposição dos passageiros. Elas foram publicadas naqueles idos em que, dizia o cronista Rubem Braga, todas as geladeiras eram brancas e todos os telefones eram pretos. Os passageiros se deliciam folheando amarelados exemplares de O Cruzeiro e Life. De quebra, ouvem uma trilha sonora que começa com a orquestra de Glenn Miller entoando Moonlight Serenade.
"A intenção é reconstituir o romantismo de uma época em que viajar de avião era um grande acontecimento", diz o comandante Paulo Colvara, também trajado com um uniforme dos anos 40. "Naquela época, cada viagem era uma aventura, não só porque a tecnologia básica ainda estava em desenvolvimento, mas também devido aos altos custos que se pagava por ela." Colvara, que, tal como os sócios, faz parte do Aeroclube do Rio Grande do Sul, encontrou o DC-3 encostado em um hangar de Santa Catarina e entusiasmou-se pelo projeto de restituir a juventude do avião.


Não foi fácil. A operação exigiu oito meses de trabalho duro, realizado em parceria com a Varig. Foram restauradas as poltronas originais do avião, duplas e sem divisória, perfazendo um total de 28 lugares em 14 fileiras. Nenhum detalhe passou despercebido. Também foram restituídas a forração do piso com carpete, o revestimento do teto imitando couro, as cortinas em padrão xadrez. Tudo levando em conta as normas de segurança. Nesse sentido, o modelo ganhou diversas atualizações, incluindo um sistema de localização por satélite (GPS), oferecido pelo fabricante, a Garmin. Por fim, o restauro ficou tão caprichado que o avião foi requisitado para o mais recente filme de Walter Salles Jr., Diários de Motocicleta, evocando uma viagem aérea feita por Ernesto "Che" Guevara, em 1952. Uma curiosidade: também era um DC-3 o avião em que o ditador Fulgencio Baptista partiu, exilado de Cuba, após a revolução de 1959, vencida por Guevara.
Como seria de supor, boa parte dos passageiros, que passam 20 minutos a bordo do DC-3 sobrevoando Porto Alegre a um máximo de 3000 metros de altura, pertence ao grupo dos nostálgicos. É o caso de Cid Carvalho, aeronauta aposentado. "Vim para matar a saudade", confessa. "Voei pela primeira vez nesse modelo em 1953, numa longa viagem do Rio de Janeiro a Natal, jornada de oito horas na época." Carvalho emocionou-se ao ouvir novamente o ronco dos dois motores Pratt & Whitney acionando a dupla de hélices. Mas o programa também atrai gerações mais recentes. O bancário Osório Gonçalves trouxe a filha Audrey, de 6 anos, para que voasse pela primeira vez. A garota tem sorte. Poderá contar no futuro ter participado de um vôo histórico.

Segunda Guerra Mundial
Dos 13000 aviões fabricados em Long Beach, na Flórida (EUA), pela Douglas, apenas cerca de 1000 continuam decolando pelo mundo. A maioria, porém, só sai dos hangares e museus esporadicamente. O DC-3 tornou-se uma raridade. Quase uma lenda.
"Foi o DC-3 que permitiu o crescimento da aviação comercial brasileira", defende Ernesto Klotzel, um dos jornalistas com mais autoridade parsa discorrer sobre o assunto. De acordo com Klotzel, a Douglas fabricou tantos modelos do gênero durante a SegundaGuerra Mundial, atendendo à Força Aérea dos Estados Unidos, que, terminado o conflito, havia um excedente de produção. Assim, as incipientes companhias aéreas brasileiras puderam comprar aeronaves DC-3 por preços muito convidativos. "A antiga Real, por exemplo, chegou a ter setenta aviões desse modelo", lembra Klotzel. "O DC-3 agradava a todos os aviadores. Era resistente, tinha motores extremamente confiáveis e pousava até em pistas rudimentares, cobertas de cascalho, em vez de asfalto. Realmente, um clássico."
Para voar no DC-3 do Aeroclude do Rio Grande do Sul é preciso agendar com alguma antecedência. Os vôos não têm fins lucrativos, mas requerem um mínimo de vinte passageiros para manter em dia as despesas com combustível e manutenção. Adultos pagam 80 reais. Crianças, 50 reais. Vale cada tostão. Voar no DC-3 é viajar na própria história do século passado.



 Escrito por Pamplona às 16h20
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